Yellow Sounds #48 – Ray Of Light (1998)

Um raio de luz no universo da música pop.  E isso vale até hoje…

ray of light

Após quatro semanas escrevendo sobre punk aqui, decidi dar um tempo e ir o mais distante que pudesse no momento. Aproveitando a deixa do aniversário recente, fui cair em Madonna, O pop não é a antítese perfeita ao punk. Muito menos em se tratando de Madonna, muitas vezes reconhecida por sua irreverência e rebeldia. Mas a situação muda em se tratando de Ray Of Light.

Quando ouvi pela primeira vez esse que é considerado um dos melhores álbuns de Madonna (e de todos os tempos), não sabia muito à respeito e esperava aquilo que seria o mais pop dos álbuns pop. Talvez, apenas a faixa homônima seja a única a corresponder à essa  minha expectativa inicial.

Ray Of Ligth é considerado um divisor de águas na carreira da Rainha do Pop e o álbum mais maduro que ela havia apresentado até então. Contrariando seu conhecido lado punk polêmico, Madonna nos entregou sua nova maneira de ver o mundo e as pessoas, num disco que mais parece um convite à meditação ou a uma viagem espiritual.

Swim , Sky Fits Heaven e Shanti/Ashatangi mostram mais dessa temática resultante das novas experiências da artista que estava em contato crescente com a yoga e a Cabala. A maternidade recente também teve influência, sobretudo na faixa Little Star.

Antes desse álbum, Madonna passou quase três anos afastada do universo pop, trabalhando no musical Evita que a levou a aprender a cantar de uma forma que nunca havia feito antes. Até para quem conhece a cantora apenas pelos principais hits, a diferença é perceptível.

Para quem nunca ouviu, o post pode estar dando a ideia que de pop ou de Madonna Ray Of Light não tem nada. Mas não é isso. Madonna se tornou Rainha tanto por saber se reinventar quanto por sua habilidade de estar à frente do seu tempo, incorporando e introduzindo elementos musicais, sonoros e visuais capazes de transformar a produção e consumo da música.

A proposta do álbum exigiu influências da música marroquina, indiana, asiática… Mas não deixou de incorporar aquilo que estava perto – ainda que marginalizado – e que foi um elemento importante para o sucesso de Ray Of Light: a combinação de elementos derivados da música eletrônica/techno para ditar a batida pop do álbum.

Madonna conseguiu tirar o eletrônico do universo escondido das raves e levá-lo às rádios do mundo todo. Assim ela conseguiu estabelecer comunicação com uma juventude que ainda não fazia parte de sua fanbase, sem se desconectar daqueles que já a acompanhavam fielmente.

Esses últimos, certamente reconheceram temas comuns a outros álbuns como o amor em Skin e sua vida pessoal com Mer Girl que, de todas, tem meus vocais favoritos.

Além dessas, músicas como, Nothing Really Matters, Frozen e The Power Of Good-Bye estão entre minhas favoritas do resultado de toda essa mistura que é Ray Of Light. Um verdadeiro raio de luz no universo da música pop. E isso ainda vale, tá! Coloca para ouvir e pode contar mais um da lista dos “1001 discos para ouvir antes de morrer”.


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