Esquadrão Suicida (2016)

“Nós somos os vilões. É isso que a gente faz.”

524164.jpg

Título: Esquadrão Suicida (“Suicide Squad”)

Diretor: David Ayer

Ano: 2016

Pipocas: 8,5/10

Depois dessas pré-estreias da vida, muitas críticas negativas foram feitas ao Esquadrão Suicida. Essa não será uma delas. Dirigido por David Ayer (Dia de Treinamento e Corações de Ferro) o plot aqui é bastante simples de se entender, e esse é um ponto muito positivo, já que vimos que o excesso de informação de BvS acabou deixando furos estratosféricos no roteiro. Ecoando os acontecimentos do filme anterior do universo compartilhado da DC, Amanda Waller (Viola Davis) pretende criar uma equipe de especial para combater possíveis ameaças meta-humanas, o que ela chama de “o próximo Super-Homem”. Assim surge a Força Tarefa X, vulgo Esquadrão Suicida. É interessante notar, ao ver o filme, o uso constante dos termos “terrorismo” e “terrorista”, algo que posiciona bem o filme no tempo em que vivemos, visto que essa é uma preocupação real de vários governos em todo o globo.

O início do filme é bastante didático, explicando os vilões um a um, com direito a ficha criminal na tela e músicas de fundo personalizadas. Isso acaba funcionando como vários vídeo clipes e pode incomodar um pouco, mas passa. Aliás, a trilha sonora é espetacular e promove vários momentos interessantes. Já no primeiro ato, percebemos quem são os personagens que vão ter mais holofotes ao longo da trama, a saber, Arlequina (Margot Robie), Pistoleiro (Will Smith), que ganharam muito tempo de tela. No andamento do filme, a trama maior aparece quando a Dr. June Moone (Cara Delevingne) é totalmente possuída pela entidade que habita nela, Magia, trazendo seu irmão, uma outra entidade à vida. Juntos, eles constroem uma arma de destruição em massa para dominar a Terra e fazer a humanidade se curvar a eles.

esquadrao-suicida_t107082_6y4btJl_jpg_640x480_upscale_q90

Algumas características interessantes dos quadrinhos foram levadas para a tela, a principal delas é a falta de obrigação que o departamento que Waller conduz sente de ser totalmente honesto com os vilões, porque, afinal de contas, é o que eles fazem. Isso abre espaço para uma pequena discussão sobre maldade e como ela pode ser apenas uma questão de interesse. Os diálogos entre Rick Flag (Joel Kinnaman) e o Pistoleiro acerca desse assunto são muito bons. Mas nem tudo são flores, existem coisas que precisam ser melhoradas. Por exemplo, as cenas de ação, em geral muito confusas, são difíceis de entender, e só é possível ver as explosões, em grande parte por causa do clima sombrio que as cores do filme passam. Isso já foi dito sobre Homem Aço e sobre Batman versus Superman, o filme é muito escuro, e, às vezes, isso incomoda bastante. Inicialmente, chamei o roteiro de simples, outras pessoas dirão que ele é “bobo”, raso, ou qualquer coisa do tipo. O fato é que existem algumas pequenas inconsistências, suprimidas por atuações excelentes e diálogos divertidos.

O Esquadrão é muito carismático, nada mais normal em se tratando de vilões. Todos os personagens, guardadas as devidas proporções, são bem desenvolvidos e interagem bem uns com os outros. Destaque para a atuação de Will Smith como pistoleiro, que se torna o segundo em comando, atrás de Rick Flag, e rouba a cena durante quase todo o filme. É importante mencionar que houve até espaço para o alívio cômico, proporcionado pelo Capitão Bumerangue (Jai Courtney). Aliás, o humor é muito importante para o Esquadrão Suicida, pois apesar de não casar totalmente com a atmosfera sombria, também não é forçado, insistente ou auto-congratulatório.

esquadrao-suicida_t107082_29wtXq4_jpg_640x480_upscale_q90

– Ok, mas, e o Coringa?

Foi bom. Só. Para falar brevemente sobre o personagem, é apenas isso que se tem a dizer. Visto que essa não é uma história para ele, o que se desenvolveu foi uma subtrama baseada no romance com a Arlequina. O que pode ter preenchido a duração do filme um pouco mais do que deveria. Jared Leto teve uma boa atuação, e acredito que é possível esperar um trabalho excelente dele para o próximo filme do Morcego. E por falar em exagero de cenas, não poderia passar em branco o fato existirem alguns takes da Arlequina feitos, exclusivamente, para explorar a beleza de Margot Robie. Nem todos são elegantes e a maioria não faz a menor diferença para a história. Lamentável.

A conclusão final é que, talvez, Esquadrão Suicida seja o melhor filme do DCU, por ter uma história simples e conduzi-la bem até o final. Desde que as primeiras imagens do filme saíram, o marketing e  até mesmo as histórias de bastidores, tudo foi muito criticado. Desde o visual gangster que é usado para criar uma linguagem visual nova na DC, até os rumores das refilmagens e os memes do Jared Leto insano. Mas graças a simplicidade da história e do desfecho (apesar de dos clichês e das falhas) o filme acaba por valer muito a pena. Ainda não é obra prima da DC no cinema, mas é um bom passo a frente.

esquadrao-suicida_t107082_jpg_640x480_upscale_q90


7 comentários sobre “Esquadrão Suicida (2016)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s