Yellow Sounds #39 – Gorillaz (2001)

Já se foram 15 anos desde o primeiro álbum e cá estamos, nos preparando para o próximo…

gorillaz capa

Tá que o próximo álbum do Gorillaz só fica pronto ano que vem, mas desde que a notícia da gravação começou a surgir nas redes, muita gente – eu, meus amigos, você também? – ficou animada.

Um ótimo momento para “recordar é viver”, seja para quem acompanha a banda desde o início ou para quem parou no tempo conhece os hits dos primeiros anos de vida dos Gorillaz.

Estou no grupo das pessoas que demorou a conhecer o trabalho para além dos hits. Nos bons tempos de MTV, aguardava ansiosamente para assistir ao clipe acima, mas achava que uma banda feita de “desenhos de macacos” não iria durar muito. Claramente, eu não estava preparada para entender a complexidade do Gorillaz.

Como já é de se imaginar, eu nunca me atraí pela história por trás das personagens  – Murdoc Niccals, 2D, Noodle e Russel Hobbs. Mas me bastou saber quem é o humano responsável pela música dos Gorillaz para que, finalmente, desse mais atenção à banda. Falamos de Damon Albarn, do Blur.

gorillaz
Não esqueci de Jamie Hewlett, que faz a ilustração, o visual, os efeitos especiais e é igualmente importante para a existência da banda. Apenas me saio melhor dando enfoque ao lado musical mesmo….

E nem é por ser fã do Blur (porque eu não sou), mas foi só ai que me dei conta de que deveria levar o Gorillaz mais a sério. Tenho a crescente sensação de que quando um músico cria um projeto paralelo é porque deseja experimentar e usa um ambiente em que se sente mais livre para tal.

Talvez por isso, Gorillaz, o álbum que aparece em nossa lista-guia dos “1001 discos para ouvir antes de morrer” – me seja mais uma experiência musical do que um álbum que consiga dar maior destaque a essa ou àquela faixa.

É válido citar que, além da já citada 19-200, Clint Eastwood, Rock The House e Tomorrow Comes Today foram lançadas como singles. 5/4 quase obteve esse status e é, hoje, uma de minhas favoritas.

Gorillaz teve uma vendagem significativa o bastante para fazer dos caras – macacos ou humanos? – a banda virtual mais bem sucedida. Reunindo elementos do rock, do hip hop, do pop,do indie, do punk… temos aqui um exemplo daquilo que recebeu o nome de trip rock o que, para mim, se traduziu em uma experiência que deixou ainda maior a curiosidade sobre o que virá no próximo álbum.

E pensar que poderia ter participação de David Bowie… Ou ainda pode? Até que esse e outros mistérios sejam resolvidos, ‘bora recordar os velhos tempos e colocar Gorillaz pra tocar!

***

Leia Também:

A última Yellow Sounds: Machine Head (1972)

Nossa outra coluna de música, Te Re(Apresento), com Switchfoot.

Sobre Bowie… Temos bastante coisa.


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