Mesageek #15 – Qual a necessidade disso?

Vou fugir um pouco do meu padrão de assuntos e falar de uma questão que foi levantada no mundo nessas ultimas semanas, vindo principalmente das Brasileiras. O que foi essa representação da personagem brasileira Laura? A primeira imagem da lutadora de jiu-jitsu usando roupas tipicas da capoeira, pode ter ofendido os praticamente mais apaixonados do esporte que certamente prefeririam o uniforme padrão na personagem, mas a versão alternativa caricata que foi apresentada é simplesmente ridícula. E isso mostra um pouco da visão que o mundo tem das nossas mulheres e isso é bem alarmante sim.

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Agora os mais céticos, virão falar, “não é bem assim”, “as coisas sempre foram assim”,” mimimi demais”, “estereotipação de homem ninguém fala…”, e sinceramente algumas coisas que já vi em discussões na internet me cansaram, mas um ponto que foi bem apresentado, é que o aumento da sexualização e estereotipação dos personagens masculinos também está crescendo. Ou seja, não apenas alguns jogos investem pesado em marketing com personagens femininas apelativas para os homens, os personagens masculinos estão seguindo o mesmo caminho para agradar a crescente parcela de jogadores gays, ou como tem ficado conhecido nas redes os gaymers. O fato curioso é a quase total omissão do público feminino com respostas positivas a estes atos, sejam as personagens femininas, ou  os cada vez mais apelativos personagens masculinos. Mas precisamos ver esses conceitos sim.

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O fato que, como estudante de markenting, sou a favor de toda e qualquer campanha publicitaria, desde que a mesma não venha a oferecer perigo, ou ofensa a qualquer tipo de grupo social. Quer fazer uma lutadora com peitos grandes, tudo bem, quer fazer um guerreiro com músculos inumanos, ok, mas transformar um ícone, por menor que seja, de nossa, ou de qualquer outra, cultura em uma coisa obscena e ofensiva, melhor rever seus conceitos.

Quanto a minha opinião sobre a sensualização dos personagens, eu não tenho nada contra, mas também nada a favor. Cresci em uma época em que personagens femininas tinham grandes pesos, conquistavam corações e não apelavam para underboobs ou roupas muito apelativas. Temos como grande exemplo a Samus de Metroid, que demorou muito até ter sua versão mais “sexy” sem sua armadura, e ainda assim manteve uma pegada legal sem ser vulgar, temos a Princesa Zelda que até de homem se vestiu em Ocarina of Time, temos a lindíssima Chun-Lee com um lindo uniforme tradicional chinês que sempre teve um ar mais elegante e gerou a curiosidade de vários adolescentes que pausavam no meio de seus chutes para tentar achar uma falhazinha e poder ter um relance de suas roupas mais intimas e ficavam no imaginário.

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Não só nos jogos, mas em todo meio publicitário, e até mesmo na vida, a vulgaridade pode até trazer resultados rápidos, mas nunca conseguirá cativar com tamanha competência de uma imagem bem construída e apresentada. Então, para fechar, eu peço um mundo com mais Lauras tradicionais e menos caricaturas vulgares.


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