MesaGeek #14 – Mais do Mesmo

Começa o ano e com ele, além das desgraças, começam as discussões e os rumores de jogos novos para esse e para o ano que vem. E logo de cara eu vejo mais um Assassins Creed, nada que me surpreenda, e o rumor de um possível God of War Nórdico. Com todo respeito às duas franquias, que se chegaram a esse ponto, de procurarem qualquer motivo para lançar uma continuação, devem ter seus méritos, mas as produtoras deviam ver a hora de parar. Assassins Creed tem basicamente um lançamento por ano, isso quando não tem mais, e God of War teve sua história fechada com a morte de cada um dos deuses Olimpianos, será que custa muito pensar em coisas diferentes?

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Assassins Creed foi um lançamento extremamente interessante com elementos históricos e de jogabilidades únicos para sua época, porém foi se acomodando com o passar do tempo e poucas mudanças reais surgiram, com exceção da história e, agora, da localidade onde se passa. Assassins Creed, das franquias que falarei aqui, é uma das que ainda teriam salvação, se existisse um intervalo real de lançamento, e uma diferenciação real de jogabilidade, como foi em Black Flag, dos seus anteriores. Porém parece que o lema na Ubisoft é “em time que está ganhando não se deve mexer” e assim é capaz de aos poucos perderem os fãs e jogadores fieis e passarem apenas a contar com a legião de crianças que parecem se divertir com a ideia de ser um assassino, não que isso venha a torná-las assassinas de fato, mas parece que nem as aulas de história embutidas nos jogos ela conseguem absorver.

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Já God of War, é um caso pior. Sua história foi finalizada duas sequências atrás e o recurso de prequel já foi gasto, e ao em vez de finalizar a série que foi acima de mediana, mas que teve grande clamor do público, e investir em uma nova série similar com uma história diferente, até pelo fato de God of War ser basicamente o único jogo da produtora, eles parecem querer apostar suas fichas em uma nova horda de Deuses para Kratos matar. Falta inovação na franquia, e isso pode custar mais do que a simples perda de consumidores, pode custar o futuro da produtora no geral.

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Agora, para diferenciar, e para não deixar a imagem de hipocrisia nesse texto. Eu, em outros momentos, já comentei como sou grande fã do trabalho da Nintendo, em especial com a franquia Zelda, e ela possui sua grande fama de sequência dos grandes sucessos do passado com algumas apostas no meio delas, como foi o caso do surpreendente Splatoon. Porém a Nintendo tem um trabalho diferente das outras duas. Em muitos raros casos vemos sequências de jogos muito coladas, ou com fatores repetitivos, e a série Zelda, que só não é tão grande quanto a franquia Mario, traz diversas variações de um jogo para o outro. Como grande exemplo, podemos tomar Zelda Ocarina of Time e Zelda Majora’s Mask, ambos foram lançados com quase 1 ano de diferença, sendo o segundo feito por cima dos sprites do primeiro para redução de custos devido a uma cláusula contratual. Porém Majora’s Mask possui uma jogabilidade completamente diferente de Ocarina of Time, com o uso de Máscaras Mágicas que influenciam as coisas ao redor e um ciclo corrente de tempo com prazo final para o jogo. Dito isso, afirmo que Zelda é uma continuação que eu aguardo, pois sei que ela trará não só, uma história completamente nova e bem trabalhada, como funções únicas para o jogo, diferente dos outros casos que já citei.

No geral, não sou contra a sequências, prequels, spin-offs ou qualquer coisa do gênero, muito pelo contrario acho excelente a possibilidade de uma grande história ou jogo se renovar e continuar ao longo de gerações. O que realmente me desanima, é o descaso e a insistência nas formulas já testadas apenas para obtenção de lucro. Sinto falta da época em que Guitar Hero lançou uma nova moda em um estilo antigo e depois Rock Band surgiu expandindo o sucesso. Agora todo ano tem um diferente com novas músicas e todos se dão por satisfeitos. E eu me pergunto: Onde foi parar a inovação?


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