MesaGeek #08 – Personagem de RPG VS Personagem da Vida Real.

Como eu disse na última coluna, eu sou um desses nerds de raiz amantes de RPG de mesa. Apesar de teoricamente ter começado a jogar há pouco tempo, são apenas 3 anos de RPG todo domingo sagrado, já tive experiência de jogar algumas campanhas e mestrar uma que durou quase um ano. E a experiência que sempre mais me diverte é a criação dos personagens. Personagens com os quais eu às vezes crio uma ligação bem forte.

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A criação de personagem varia bastante de jogador pra jogador. Enquanto alguns gostam de planejar atributo por atributo para montar uma ficha forte que se destaque das demais, e assim se divertir nos embates diretos, outros, como se imergissem na literatura do RPG, gostam de criar um personagem. Enquanto os primeiros gostam de jogar as aventuras de modo prático e direto, vendo a diversão nos mais diversos tipos de encontros e embates (como em um video-game talvez), o outro grupo de pessoas parece se perder mais no meio da história. E não digo se perder no sentido de não prestar atenção ou achar confuso. Eles realmente costumam se ligar ao personagem criado e se imergir na história.

Como disse antes, eu faço parte dessa segunda categoria citada e posso dizer um pouco de como é. O RPG na mão de um bom mestre é muito mais que uma sequência de cenas e desafios narrados. O RPG de mesa pode ser uma espécie de literatura interativa excelente onde cada um dos jogadores é um escritor impulsivo sob o controle de um narrador central, o que às vezes torna as histórias bem interessantes.

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Todo bom leitor já deve ter encontrado um livro onde conseguiu se ver, ou ao menos ver como se estivesse observando tudo, dentro do mundo que aquela história trazia pra você. Daí surgem várias Fan-fictions de fãs que queriam dar outras leituras pra uma obra (ou até enfiar um personagem que fosse a cara do autor disfarçado dentro da história). E o RPG traz isso de forma dinâmica.

Por que continuar sendo o cara que trabalha ou estuda, ou trabalha e estuda até 14 horas por dia em algo que você não gosta quando você pode ser o grande cavaleiro que vai salvar a princesa do temível vilão? Ou até mesmo por que se dobrar à todas as regras sociais, se você pode ser um grande mago poderoso suficiente para mandar na própria natureza?

A verdade é que o mundo de fantasia é muito mais mágico e fantástico que o sério e tedioso mundo real que nos é entregue. Principalmente para aqueles que passam por muitas frustrações ou têm muita pressão durante a vida. Porém a fantasia NUNCA deve substituir a realidade. Ela existe para enriquecer o caráter e as capacidades de cada um e nunca pra suprimir essas características em um mundo próprio.

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Em suma, o que posso dizer sobre o que aprendi e observei nesses 3 anos de RPG é que, em primeiro lugar, descobri que quero muito escrever um livro um dia e que aparentemente sou bom nisso e, em segundo lugar: todo mundo deveria jogar um dia seja pela diversão ou pelo exercício criativo que é. E, principalmente, aproveite essa oportunidade para se aprimorar, se soltar de amarras que te prendem normalmente, pensar por diferente ângulos, fugir do que normalmente você é, mas, repito, NUNCA se abandonar do que você é para algo que você não pode ser.

 

 


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