Yellow Sounds #11 – Grace (1994)

“O que dizer desse cara que eu mal conheço e já considero pakas?”

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A frase orkutiana que abre este post resume bem minha relação com Jeff Buckley. Faz, mesmo, pouco tempo que ele apareceu em minha vida, mas é fato que veio para ficar. Para sempre.

Um sinal disso foi minha reação, de fã legítima, à notícia do início dessa semana de que um álbum novo virá ainda em março do ano que vem. Enquanto You & I não chega, falemos de Grace.

O único álbum de estúdio lançado com Jeff em vida ocupa, merecida e incontestavelmente, seu lugar na lista dos “1001 discos para ouvir antes de morrer”. E, citando apenas as de maior destaque, também está entre os 500 melhores de todos os tempos da revista Rolling Stones.

Se David Bowie é tão relevante para você quanto é para mim, vale ainda dizer que esse é o álbum que o camaleão do rock levaria para uma ilha deserta. Fosse eu o leitor, essa informação já seria mais do que suficiente para me fazer ouvir Grace e eu poderia interromper o texto aqui com um “não sei mais o que dizer, apenas sentir” e pronto.

forever

Ainda sobre sentir, uma música que certamente nos leva a isso é Hallelujah. E é a versão de Jeff que inspira meio mundo, desde 1992. Não falo isso para tentar destacar o ponto alto do álbum porque, sinceramente, essa é a única faixa que eu não faço questão de ouvir todas as vezes – e não são poucas – que coloco Grace para tocar.

Por mais notoriedade que Hallelujah tenha ganhado na bela voz de Buckley, é injusto que ela seja o maior destaque do único álbum completo que o cantor americano produziu para nós. É ainda mais verdade que não é tarefa fácil escolher qual das faixas é, de fato, a melhor.

“Grace”, “Last Goodbye”, “So Real” e “Eternal Life” foram os singles usados para a divulgação do trabalho. Todos escritos por Jeff, assim como “Lover, You Should Come Over”, meu destaque para hoje.

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Quando Grace foi lançado, em 1994, não foi sucesso imediato de vendas e nem de críticas. Foi sendo reconhecido ao longo do tempo e segue como influência para muitos até hoje. Artistas como Radiohead, PJ Harvey, Bono, Coldplay e Mike Kerr, da banda Royal Blood.

O álbum me conquistou logo de primeira. Mas, se não for o seu caso, ouça de novo. Muitos precisaram dar essa chance e jamais se arrependeram 🙂

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Lari Reis é jornalista, social media e viciada em música. Você pode (e deve) ver seus outros textos sobre música no seu longevo site Yellow Ever Shine e aqui no PontoJão semanalmente na coluna Yellow Sounds.


2 comentários sobre “Yellow Sounds #11 – Grace (1994)

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