Maze Runner: Prova de Fogo (2015)

“O labirinto era apenas o começo”

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Título: Maze Runner: Prova de Fogo (“Maze Runner: The Scorch Trials”)
Diretor: Wes Ball
Ano: 2015
Pipocas:7/10

No mesmo tempo em que os filmes de super-herói ganham cada vez mais lançamentos, o gênero de distopia também se mostra como uma válvula milionária para os estúdios de cinema. Apesar de nenhuma ter chegado ao lucro e visibilidade de Jogos Vorazes, o mercado se mostra interessado nessa premissa jovem de como seria um futuro após apocalipse e é baseado nesse ideal que a segunda parte da saga Maze Runner, “The Scorch Trials” chega aos cinemas.

Nas distopias atuantes no mercado, como Divergente e Jogos Vorazes, é explicado de cara qual é a premissa de todo aquele universo, Maze Runner se diferencia nesse aspecto em relação à retenção de informações e promoção de um suspense, mas isso é levado ao extremo demais. Ao contrário do primeiro filme, nesse filme não existe quase nenhuma revelação em relação a CRUEL. A gente fica sabendo no filme de coisas, mas não existem provas acerca disso. A terra teve sua composição atmosférica modificada, a população mundial foi exposta a um vírus que dizimou milhões, mas não existe nada que complemente isso a não ser alguns diálogos no roteiro que rebaixam essas teorias à pequenas suposições.

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A falta de desenvolvimento da trama faz com que todo o resto do filme sofra muito. São duas horas de filme para o grupo sair de um lugar e chegar a um destino e apenas isso, não há desenvolvimento da história, nem de personagens. Enfrentando um grupo de vilões extremamente caricatos (Aidan Gillen e Patricia Clarkson), tão vilões quanto Lula Molusco ou Plankton e os coadjuvantes adolescentes ganham espaço para apresentar fragilidade e demonstrar a força dramática necessária à trama.

Um ponto positivo é a atuação de Rosa Salazar como Brenda, sua relação com Jorge (Giancarlo Esposito) que vai de amável a sarcástica quebra um pouco da monotonia que o filme carrega. O personagem principal, Thomas (Dylan O´Brien) não evoluiu nada do primeiro filme (talvez aumentado a velocidade com que corre nas cenas), mas isso faz com que os personagens coadjuvantes sejam menos aproveitados. Com exceção de Thomas Brodie-Sangster, que traz um pouco de destaque para o personagem de Newt. Mas o grupo inteiro apenas reage às decisões feitas por Thomas, a dinâmica do grupo é levemente menor nesse filme

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Cheguei esperando ver os meninos presos novamente, mas a história não foi bem assim. Wes Ball apimentou o novo filme com zumbis, sustos e algumas tiradas clichês, além de uma cena em que um personagem toma um alucinógeno e nessa hora podemos ver parte do talento do diretor, onde me deu curiosidade de vê-lo dirigir outro tipo de filme.

As cenas de ação não faltam, e o cenário é basicamente um deserto e isso passa um clima um tanto quanto Mad Max. A atuação dos protagonistas são boas, mas nada extremamente marcante, agora cabe esperar o terceiro capítulo da triologia Maze Runner para ver se eles vão continuar enrolando ou esclarecer a audiência o que realmente aconteceu naquele mundo. (Torcendo para não dividirem o último em duas partes, não sei se aguentaria mais enrolação).


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