Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer (2015)

“Não se preocupe: ela não vai morrer.”

Me_&_Earl_&_the_Dying_Girl_(film)_POSTERTítulo: Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer (“Me, Earl & the Dying Girl“)

Diretor: Alfonso Gomez-Rejon

Ano: 2015

Pipocas: 7,5/10 

Graças ao sick-lit – a literatura que envolve pessoas doentes que é febre entre a juventude atual -, fomos inundados com adaptações do gênero no cinema nos últimos anos. Jovens culparam estrelas, viram o lado bom da vida e visitaram cidades de papel, assim como antes tinham tido um amor para recordar. Porém, a bem da verdade, todos estes filmes têm basicamente a mesma estrutura, do roteiro até a trilha sonora. “Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer” poderia ser igual, mas não é.

No filme (com um título que dá preguiça de repetir), Greg (Thomas Mann, de “Projeto X”) é um jovem sociável que mantém relações superficiais com várias pessoas, mas não se aproxima realmente de ninguém. A única pessoa com a qual tem amizade é Earl (RJ Cyler), e se refere mesmo a ele como “colega de trabalho”. Quando a mãe de Greg descobre que uma garota de sua escola, Rachel (Olivia Cooke, de “Bates Motel”), está com leucemia, e obriga Greg a visitá-la. Ele passa a desenvolver um relacionamento com ela que, embora devesse ser um favor à garota moribunda, se mostra de fato um favor a ele.

MeAndEarlAndTheDyingGirl1-1024x683Até aí, você já viu esse filme. O que é traz à este longa um lugar de destaque entre os outros filmes medianos do gênero é a linguagem estilizada que ele usa com frequência. O diretor Alfonso Gomez-Rejon trata os devaneios de Greg com delicadeza, e frequentemente vemos seus pensamentos em forma de bonecos de lã e montagem de cores difusas.

Além disso, embora o elenco não esteja excepcional, tanto a trama quando o roteiro não exige da parte deles, se ancorando na simplicidade do que está contando e na forma especial que o faz para a história seguir em frente. Os diálogos narrativos internos, por exemplo, têm esse charme; Greg e Earl fazem várias referências à cultura pop como um todo, especialmente aos filmes estrangeiros antigos que eles tanto gostam e parodiam.

me and earl and the dying girl1É através dessas paródias que o poder do cinema é inserido no filme. Uma filmagem que os protagonistas estão fazendo se torna crucial para a trama, e Greg conversa com o público todo o tempo, brincando com as expectativas e os clichês do gênero.

“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer” é um filme simples, sem grandes recursos que busca uma mensagem diferente do que nos é enfiado goela abaixo em outros filmes do mesmo tipo. Aqui não se fala do amor que transcende a vida, ou sobre como alguns infinitos são maiores do que outros; o escopo da lição aqui é, assim como o filme, mais modesto: dane-se o universo e o que as estrelas fizeram ou deixaram de fazer. As pessoas são o que realmente importa.


3 comentários sobre “Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer (2015)

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