Paris-Manhanttan (2012)

“Os deuses não amam, apenas se deixam

ser amados.”
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Título: Paris-Manhattan

Diretora: Sophie Lellouche

Ano: 2012

Pipocas: 9/10

Quem acha que boas doses de leveza e diversão não podem ser misturadas a boníssimas porções de crueza e realidade no cinema precisa visitar urgente a farmácia dos filmes e se receitar com os 77 minutinhos de Paris-Manhattan. Lançado em 2012, escrito e dirigido por Sophie Lellouche. O filme conta a história de Alice, um farmaceuta francesa obcecada por Woody Allen. Uma descrição deveras simples para uma personagem, mas fiel, pois o filme se propõe a observar a vida com um olhar romântico (de Alice), mas não romantizado (contra-ponto com outros personagens).

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Entretanto, isso não significa que o filme é escasso de momentos tão inusitados quanto um triângulo amoroso entre dois homens e uma ovelha, uma mulher dialogar constantemente com um poster de Woody Allen, pais neuróticos, competição entre irmãs, enfim, aquelas pequenas coisas do cotidiano que ignoramos e, que, ao ver no cinema, percebemos uma ligação tão direta quando culpada. Num determinado momento, Alice se vê no que parece ser um triângulo amoroso entre o homem perfeito e homem improvável e na variação destes dois momentos as cenas se desenrolam na linda Paris. Essa última informação, por si só, já basta para saber que a fotografia do filme é maravilhosa.

paris-manhattan

A grande sacada do filme está em trabalhar com situações inusitadas dentro de problemáticas cotidianas e, numa visão extremamente influenciada por Woody Allen, a exposição das “traquinagens” do destino como algo tão inevitável quanto pertencente à vida , junto à crença de não haver sentido nenhum para tudo, faz com que percebamos a beleza de cada um desses momentos. A influência de Allen, como já pode ser notado, vai muito além de ele estar constantemente aparecendo num poster e dialogando (sim ele se dubla) com Alice, mas todo o já conhecido aparato ideológico do diretor novaiorquino está presente na película de maneira muito marcante, para além das citações diretas a seus filmes.

Enfim, um filme cujas principais características não podem ser outras que não belo, inusitado e, por que não, inevitável!


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