Yellow Sounds #2 – BB King: Live at the Regal (1965)

“Ladies and gentlemen what about a nice warm round of applause to welcome the world’s greatest blues singer, the king of the blues, B.B. King!”

(“Senhoras e senhores, que tal uma boa e calorosa salva de palmas para receber o maior cantor de blues do mundo, o rei do blues, BB King!”)

urlÉ com esses dizeres que o álbum Live At the Regal começa. Uma viagem no tempo, para a década de 1960, quando os “bluesmen” se apresentavam em auditórios lotados e sedentos por música. Os aplausos são mais do que merecidos.

Não é por acaso que quero levar vocês nessa viagem no tempo hoje. Nesta quarta-feira, 16 de setembro (a.k.a ontem), B.B. King completaria 90 anos, e Live At the Regal é o seu álbum que aparece na lista dos “1001 discos que você precisa ouvir antes de morrer”.

Quando o rei do blues deixou esse mundo, em maio desse ano, escrevi no Yellow uma reflexão sobre porque a morte de B.B. King me comove e, de lá pra cá, passei a ouvi-lo com mais frequência. Nesse curto período, aprendi que o blues se vive e se sente. Mas, não adianta simplesmente querer o blues. Você precisa ter o blues.

E isso fica bem claro já de cara, com “Everyday I Have the Blues”. A música foi gravada e regravada por vários artistas e, mesmo não sendo uma música original de King, resume bem a relação dele com a música. Como viveu para cantar e tocar, B.B. acabou colocando a família e os relacionamentos em segundo plano muitas vezes. O blues é o que substitui tudo, inclusive o amor.

bb fotoSe você não é fã de blues e/ou conhece pouco do gênero, eis a sua melhor chance. Estamos falando do melhor cantor de blues do mundo e de um álbum que sintetiza bem esse gênero. Como mostrado acima, o próprio blues é tema recorrente no meio. Também se fala de amor – “Sweet Little Angel” e “Please Love Me”, por exemplo – e das dificuldades da vida.

Eis aí um ponto positivo do blues. Mesmo quando o assunto é triste, o ritmo te faz balançar alegremente. “How Blue Can You Get” está ai para provar isso!

E, quando eu convidei vocês para uma viagem no tempo, foi principalmente porque Live At the Regal tem o clima de auditório o tempo todo. É como se a gente pudesse, de fato, estar lá.

regalEspero que aproveitem a dica! Uma viagem rápida e gostosa para se viver o blues um pouquinho nessa vida.

Veja também:

____________________________________________________________

Lari Reis é jornalista, social media e viciada em música. Você pode (e deve) ver seus outros textos sobre música no seu longevo site Yellow Ever Shine e aqui no PontoJão semanalmente na coluna Yellow Sounds.


2 comentários sobre “Yellow Sounds #2 – BB King: Live at the Regal (1965)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s