Comentário: O Terno – 2014

Disco lançado em 2014 pelo trio O Terno trazendo uma grata surpresa no cenário musical brasileiro. A banda é formada Tim Bernardes (guitarra, vocal, teclas), Guilherme D’almeida (baixo) e Biel Basile (atual bateria, no lugar de Victor Chaves) e produz um som que não tem medo de beber das suas fontes: a música brasileira e o rock psicodélico. O trabalho da banda é totalmente autoral, com letras em português, e chama bastante atenção pela qualidade das composições como um todo – não há holofote individual, sendo este sobre suas canções.

Além do disco mais recente, “O Terno”, a banda já lançou também outro álbum, “66” e um EP (“Tic-Tac Harmonium”). Tudo disponível online no Sound Cloud deles, inclusive com link para download gratuito do álbum mais recente, este comentado aqui, no site da banda. A banda iniciou em “66” (2012) sendo bastante elogiado pela mídia de música e inclusive ganhando alguns prêmios e indicações. Uma boa amostra de “66” é a metalinguagem da sua letra e seu divertidíssimo vídeo clipe.

A pegada de O Terno é introspectiva (como a excelente arte da capa), mas sem deixar o ritmo cair e a coisa acabar ficando depressiva. Prova disso é a excelente faixa de abertura “Bote ao Contrário” que varia entre passagens um pouco mais arrastadas, narrando uma senhora dor de cotovelo, e uma reviravolta acelerada. Logo após temos “O Cinza”, faixa que narra um dia em “Ésse Pê” , aqui, temos novamente a estrutura calmaria/reviravolta, destaque para a letra e a harmonia da guitarra nas partes lentas. “Ai ai Como Eu me Iludo” é uma boa balada que precede “Quando Estamos Todos Dormindo”. Aqui temos uma faixa que conta uma história, com cenários e personagens. Isso acontece novamente no disco em “Desaparecido”, faixa que fecha o disco, para essas duas canções, recomendo uma audição atenta à letra, vale a pena.

Outro destaques são “Brazil” e “Pela Metade”. A primeira, canção escrita em língua inglesa que narra um Brasil fantástico, no sentido literário da palavra, mostra uma estética e mensagem da música que são excelentes, além de funcionar como uma crítica aos esteriótipos criados (às vezes pelo próprio brasileiro); já “Pela Metade”, uma balada muito bonita, dá destaque para o trabalho das harmonias de guitarra. Não deixe de prestigiar essa banda maravilhosa do nosso recentíssimo cenário nacional.

Se você gostou de “O Terno”, também poderá gostar de:
– “Mutantes”, Mutantes (1968);
– “Sgt. Peppers…”, Beatles (1967).

  


2 comentários sobre “Comentário: O Terno – 2014

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