Lista #9 – 9 Músicas Românticas Sem a Palavra “Am*r”

Bem vindos, caros ouvintes do Resenhas.FM! Você que está em seu carro neste momento indo para o seu trabalho, ou em sua casa confortavelmente pensando que deveria arrumar um trabalho, ou ainda tentando resgatar uma princesa das mãos de uma tartaruga gigante: não importa. Quem quer que você seja, e onde quer que você esteja, o Resenhas.Jão vem até vós surfando ondas sonoras para (não) falar de am*r.

Além de ferida que doi e não se sente (e um contentamento descontente), esse sentimento pode assumir várias formas e várias definições que, embora não sejam óbvias, são bem claras. Aproximando-se um tal dia de junho nos nossos calendários, o Resenhas montou essa lista para você que acha 99% das músicas românticas bregas (o que não seria totalmente falso); para você que tem dificuldades de se expressar literalmente, ou para você que está buscando meios diferentes de dizer a mesma coisa.

Ou talvez para você que está desesperado pelo dia 13 de junho. Aguenta firme, campeã(o).

De qualquer forma, ouvinte mais que excelente, incline-se em sua cadeira, recoste-se em sua cama e ponha fones de ouvido para não atrapalhar o cara que está chorando ao seu lado no ônibus nesse momento e vamos a lista de nove músicas que falam sobre aquele sentimento da moléstia sem dizer o nome dele.

Obs.: playlist no final do post.

#9: “I Don’t Wanna Miss a Thing”, Aerosmith

“Eu poderia ficar acordado só para te ouvir respirar” é o mais próximo de perseguidor psicótico desde “Every Breath You Take” apaixonado que você consegue chegar sem ser explícito.

Alcançando um sucesso absurdo graças ao filme “Armageddon” (1998), a canção foi a primeira da banda, em mais de seus 20 anos de existência, a chegar ao número #1 da Billboard Hot 100, e trouxe o Aerosmith a uma nova geração.

Quase que o U2 cantou a música no filme; o Aerosmith de Steven Tyler só entrou na onda depois da escalação de sua filha Liv Tyler como protagonista do longa.
#8: “Pra Dizer Adeus”, Titãs

“Não quero ser só mais um amigo”, canta o eu-lírico amargurado que busca um passo além no relacionamento com o foco de sua afeição na canção da banda (hoje praticamente um supergrupo) Titas.

Lançada no álbum “Televisão”, de 1995, a música embalou exaustivamente programas diversos na televisão e cresceu para se tornar uma das mais famosas músicas do Titãs.

E merecidamente. Uma ótima letra e um arranjo bem explorado fazem de “Pra Dizer Adeus” uma excelente música para provar que friendzone é tão real quanto Nárnia.

Talvez menos. Ainda não exclui a possibilidade de Nárnia existir.
#7: “With or Without You”, U2

Essa é provavelmente a faixa mais triste/amarga/em negação de toda a lista. A música favorita de Ross e Rachel de “Friends” (1994-2004) – e dedicada por Ross a ela depois de ela achar que ele a traiu, embora eles estivessem dado um tempo – é uma balada forte do U2 que em seu refrão diz que “eu sei viver, com ou sem você”… O que obviamente não é verdade visto o resto da letra.

Na verdade, a música era para tocar na cena do primeiro beijo entre Ross e Rachel, mas a produção não conseguiu os direitos em tempo. Por isso que a música que toca é só “muito parecida” com “With or Without You”.
#6: “So Close”, Jon McLaughlin

Adentrando nossa Disneylândia sonora, ouvintes apaixonados/desencantados/”não, eu to de boa, pff, nada, problema nenhum”, vamos diretamente àquela linda música que toca em “Encantada” (2007. Espera, 2007?!) na cena do baile.

A canção fala sobre a simples singularidade que um casal tem em seus momentos juntos, os quais posteriormente são perdidos ao estarem distantes – embora ainda unidos pelo sentimento mútuo.

Blergh.

Essa dança deles e o que ela representa para o filme nos remete bastante a… Bem, deixa para lá. Spoilers.
#5: “Married Life”, Michael Giacchino

Para ser realmente sincero, quem precisa de palavras, caros ouvintes? A simples, adorável e inconfundível música e Michael Giacchino somada às cenas igualmente incríveis do filme “Up! – Altas Aventuras” (2009) pegou todo mundo despreparado, fazendo alguns de vocês chorarem (vocês; eu não, só vocês) logo nos primeiros minutos do filme.

E sinceramente, talvez ainda tenha o mesmo efeito, mesmo vocês já sabendo o que vai acontecer.

Vocês. Certamente não eu. Pff, óbvio que não.
#4: “Chasing Cars”, Snow Patrol

Se “With or Without You” é o hino da negação, “Chasing Cars” é o hino do sorvete sabor lágrimas. A música já foi usada extensamente em filmes e séries, incluindo “Grey’s Anatomy” e “One Tree Hill” e praticamente virou sinônimo de desgraça. Se você ouviu “Chasing Cars” na sua série, prepare-se para ver alguma desgraça em breve.

A canção ficou impressionantes 111 semanas não-consecutivas na lista UK Top 75 – o segundo maior período da história, perdendo somente para “My Way”, de Frank Sinatra.

Embora esse seja o clipe oficial, eu ainda prefiro essa versão. Fica a sua escolha, querido cotovelador.
#3: “Beauty and the Beast”, Céline Dion

O que dizer dessa música que todos conhecemos e consideramos pacas? Essa belíssima canção constroi a concepção do sentimento impronunciável como o “conto tão velho quanto o tempo, canção tão velha quanto as rimas”, mostrando que o mesmo transcende definições e limitações que o impomos.

Leve zoofilia à parte, a pureza e beleza dessa cena é memorável. Chega a trazer um viril suor aos olhos. Enfim, segue também a versão da Celine Dion do título, embora eu tenha preferido dar destaque à “Bela e a Fera” (1991) 1) porque é meu filme favorito da Disney e 2) porque sim.
#2: “Your Song”, Elton John

Elton John talvez seja o compositor mais capaz de dizer o que sente sem realmente dizer o que sente. Seja pedir desculpas sem de fato fazê-lo – até porque, como você sabe, “perdão” parece ser a palavra mais difícil – ou… Isso:

Minha ideia, originalmente, era colocar essa cena de “Moulin Rouge!” (2001), mas ela não passou no critério dessa lista – por motivos óbvios. De qualquer forma, isso nos leva diretamente à número 1.
#1: “Heroes”, David Bowie

Essa música incrível pelo Camaleão do Rock e pelo produtor Brian Eno insiste, mesmo quase 40 anos depois de sua composição, em transcender.

Em um crescendo constante, sentimos a intensidade na voz de Bowie, que urge para que seu par o acompanhe em desafiar o mundo.

Situada sob o Muro de Berlim, com a “vergonha posta do outro lado”, os amantes se beijam e sonham em fugir por terra, água ou ar – enquanto reconhecem que sua resistência é inútil e que o tempo seria o maior adversário que enfrentariam e que, mais cedo ou mais tarde, seriam derrotados.

Ainda assim, eles lutam e se impõem, para amarem e serem herois… Nem que por um dia somente.

E sim, eu acabei por usar o verbo. E sim, se você olhar a letra com atenção, Bowie diz que “nós somos amantes, e isso é um fato”. Bowie está certo. A verdade é que, por mais que tentemos (e por vezes sejamos bem-sucedidos em) negar, o amor é um sentimento ameaçador por nos colocar em uma posição frágil em sua essência, nos tirando do aparente controle do que nos fere ou não.

Ele se faz, dessa forma, uma dor que desatina sem doer e um vencer que eventualmente nos derrotará. Ainda assim, acaba por compensar nas pequenas vitórias, que podem durar toda uma vida – ou apenas um dia.
PRA OUVIR A PLAYLIST

BÔNUS:

Vale, é claro, mencionar a fantástica cena do túnel em “As Vantagens de Ser Invisível” (2012):


3 comentários sobre “Lista #9 – 9 Músicas Românticas Sem a Palavra “Am*r”

  1. Adorei a lista e, especialmente, a presença de Bowie como #1 haha
    Gostei muito também da referência a Friends com a música do U2 (mesmo sendo, provavelmente, a única fã da série que não curte Ross & Rachel).

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