Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

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Título: Mad Max: Estrada da Fúria(“Mad Max: Fury Road“)

Diretor: George Miller

Ano: 2015

Pipocas: 8,5/10

Em uma entrevista recente, o diretor George Miller falou que tinha planos de rebootar o universo de Mad Max desde 1999, e que queria Heath Ledger no papel principal. Seria uma boa escolha? Provavelmente. Um bom filme? Talvez. Seria algo como “Mad Max – Estrada da Fúria”? Impossível.

No quarto filme da franquia australiana nós temos Max, vivido por Tom Hardy (o Bane de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”), em sua clássica forma de guerreiro solitário. De cara temos a primeira cena de corrida do filme, onde nosso herói é capturado e feito prisioneiro. Ele é levado para o cárcere e vemos uma sensacional cena de fuga mostrando um elemento diferencial do filme: ele não esqueceu de onde veio. Quem já viu algum outro filme da franquia sabe que em 1979 não se conseguia imprimir muita velocidade a um veículo na tela se não fosse acelerando a cena na pós-produção. Em Estrada da Fúria temos esse elemento muito bem explorado em diversas cenas, como uma homenagem aos primeiros filmes, porém sem deixar o filme tosco.

Há, porém, algumas mudanças em relação a trilogia original, como o fato do Interceptor V8 ainda existir (ele explodiu em “Mad Max 2”) e a necessidade básica ser água, e não gasolina como nos outros filmes da série.

Em seguida, somos apresentados à cidadela pós-apocaliptica baseada no culto ao Motor V8 e governada por um ditador deformado chamado Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne, que interpretou o vilão Toecutter no filme original), e os elementos que a montam: o povo esfomeado, os Meninos Meia Vida – uma espécie de “faz tudo” da sociedade, vítima da radiação – e as Imperatrizes, mulheres responsáveis por gerir os filhos do governante. A primeira que vemos é Imperator Furiosa (vivida pela deusa Charlize Theron), a – talvez – mais antiga e mais amargurada das imperatrizes.

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O filme trabalha rapidamente a mitologia dessa sociedade. Como nórdicos, os Meia Vida acreditam que a morte em combate é valiosa, e que servindo corretamente a Immortan Joe eles entrarão nos salões de Valhalla – ideia essa que traz consigo ótimas cenas de ação.

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Miller foi genial nessa obra. Segundo o próprio diretor, as cores e a beleza do filme foram trabalhadas para contrastar com outros filmes pós-apocalipticos que devastam seus personagens; foi achado o equilíbrio perfeito entre o drama e a ação (em nenhum momento o filme fica lento demais ou rápido demais); a aposta de elevar Furiosa a personagem principal foi certeira, e o roteiro está impecável! Tudo o que se esperava de “Mad Max – Além da Cúpula do Trovão” e não foi correspondido (sim George, ainda estou magoado pelas 1h46min que perdi da minha vida com aquilo) foi feito nesse filme. Vale também lembrar que foram usados pouquíssimos efeitos de CGI. Todas as corridas, explosões, lança-chamas e acrobacias foram feitas de verdade, e algumas das cenas foram feitas pelos próprios atores.

FURY ROAD

“Mad Max: Estrada da Fúria” é o perfeito recomeço para a franquia por não depender da primeira trilogia (mesmo que homenageando-a com seus ovos de páscoa) e se sustentar sozinho. Recomendado para todos os amantes de filmes de ação, estamos presenciando o nascimento de mais um clássico do gênero. Sua continuação já foi confirmada e deixou esse réles escritor ansioso para saber qual será a próxima aventura do Louco Guerreiro da Estrada.

OBS.: Outro ponto interessante do filme são seus Easter Eggs. Para quem viu todos os filmes anteriores, aquele pulo na cadeira de “Epa! Já vi isso!” é inevitável. [ALERTA DE SPOILER, LEIA POR SUA CONTA E RISCO. Passe o mouse por cima das linhas seguintes para ler.] Há diversos elementos, como a forma que Max é pendurado na frente do carro – semelhante a Mad Max 2 -, a cena  em que a munição falha e Max usa uma arma vazia para ameaçar alguém, uma certa caixinha de música que um certo menino selvagem ganhou de presente, e a forma como os Meia Vida se pintam, lembrando uma das crianças de Além da Cúpula do Trovão.


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