Lista #1 – Preciosidade dos anos 80

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Considerada por mim uma das melhores décadas da indústria do entretenimento, é com prazer que faço essa seleção. Eu assemelho os anos 80 como um grande garimpo, a cada pesquisa encontro um mundo mágico, desde discos memoráveis, grandes produções cinematográficas e o início de investimentos milionários na sétima arte; essa década contém achados que marcaram uma geração e influenciam o mercado das telonas até os dias de hoje, de musicais a ficção científica. Eu acredito em um mundo em que as pessoas criarão o hábito de assistirem a filmes antigos antes de irem correndo ao cinema ver um filme novo. Caso a minha utopia de fato aconteça, elas saberão que há um tempo houve filmes que, se fossem lançados nos dias de hoje, não haveria nenhum estranhamento: são atemporais – em suma, o que nós chamamos de clássicos.

E.T. – O Extraterreste (“E.T. the Extra-Terrestrial”, 1982)

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Steven Spielberg: esse é o nome do cineasta que consegue transformar uma história simples em um filme inesquecível. O diretor usa mais uma vez de sua técnica de mistério para escapar da monotonia e atiçar o lado emocional. A característica de Spielberg de fugir da realidade por alguns momentos é mais uma vez utilizada em “E.T”, que consegue deixar a maioria que o assiste boquiaberta, seja por se identificar com a trama, discorrida em cima de um subúrbio, pela melancolia nostálgica da infância ou até pela filosofia aqui relembrada, que foi exposta a mais de 50 anos em “O Mágico de Oz” que diz: não existe lugar como a nossa casa.

Flashdance – Em Ritmo de Embalo (“Flashdance”, 1983)

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Dando início a safra de filmes que representa o grande momento dos musicais, seguidos de “Grease”, temos “Flashdance”. O filme possui um roteiro piegas, com alguns momentos de lição de moral, mas sem dúvidas se tornou um filme icônico, que agrada desde a fotografia a sua simplicidade. Apesar do romance, o apelo presente em “Flashdance” é impactante, possui uma sensualidade e uma criatividade absurda, que até o momento, não tinha sido explorado no gênero. O saldo que temos é um filme que diverte por seus personagens, suas coreografias, e por sua trilha sonora marcante que levou o Oscar de Melhor Canção Original em 1984, e que não só inspirou outros filmes, como também uma indústria, bem como a de cantoras pop e espetáculos em casas noturnas por todo o mundo.

Footloose – Ritmo Louco (“Footloose”, 1984)

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Um enredo bastante atrativo, muita malemolência, passos de dança sensacionais e uma trilha sonora que após terminar o filme, ficará com ela por um mês na cabeça, isso é “Footloose”. É empolgante ver a personagem de Kevin Bacon – que está muito bem – causar uma pseudo-revolução em uma cidade em que dançar é proibido. Eu me impressiono, até hoje em dia, em ver como antigamente se tinha a preocupação em entregar ao público um filme com uma boa trilha sonora, a cada clímax do filme uma trilha acompanha, e essa trilha que faz você querer cantar e dançar junt deve ser esse tal “ritmo louco” que aparece de subtítulo. Por fim, temos um clássico dos musicais, não tenho coragem nem de ver o remake, que foi lançado em 2011.

O Exterminador do Futuro (“The Terminator”, 1984)

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Lembro perfeitamente da primeira vez que assisti a esse filme, minha tia havia alugado dois filmes na videolocadora, “Titanic” para as meninas e “O Exterminador do Futuro” para os meninos, não entrando no mérito dessa divisão absurda, afinal o diretor de ambos os filmes é um gigante cineasta, assisti ao filme o revi inúmeras vezes. Apesar de ser um filme de ação, um gênero que não me chama muito a atenção, possui seu enredo partindo da ficção científica, o que deixa o filme muito mais interessante. Com um roteiro muito eficaz, suspense e efeitos especiais incríveis para a época temos o filme que alavancou a carreira de Arnold Schwarzenegger no cinema mundial e que criou uma marca de muito sucesso e que inspira filmes de ação e ficção até hoje, além de mostrar o talento de James Cameron, que se tornaria o diretor mais lucrativo da história do cinema.

De Volta Para o Futuro (“Back to the Future”, 1985)

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Como um amante de ficção científica e completamente louco pela triologia, é quase impossível escrever sobre a série sem me empolgar. “Back to the Future” é um filme atemporal, é tão leve, tão empolgante que não consegue enjoar qualquer pessoa que o assista. O roteiro, com seus lapsos, é um dos mais trabalhosos da história do cinema, rico em detalhes, easter eggs, e com poucas falhas prende a atenção do espectador ao máximo, com suspense, reviravoltas e uma explosão de acontecimentos que tudo indica que não vai dar certo, mas como um bom filme hollywoodiano e com a mão do gênio Steven Spielberg, nos últimos minutos sai tudo como planejado e temos um gancho enorme para a sequência. Esse é um longa que interage com a inteligência, atenção e agrada pessoas de todas as idades. Vencedor do Oscar na categoria Melhor Edição de Som.

Assisti ao primeiro longa da franquia com um amigo, minha mãe e minha irmã caçula nas férias, e achei incrível o feeling que o filme ainda passada, mesmo depois de 30 anos, gerações diferentes sentem o mesmo frisson. Ademais fica um apelo: não façam um remake, e como diria Doc Brown, Great Scott!

Os Goonies (“The Goonies”, 1985)

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Entre as animações da Disney que marcaram a minha infância, havia esse filme, cujo peguei uma vez na estante de VHS do meu pai e me encantei pela história nos 10 primeiros minutos. Se trata de um filme sobre amizade e aventura que nos presenteia com um elenco muito carismático, a atuação das crianças me deixa estupefato, eles possuem uma liberdade diante das câmeras incrível, é quase um crime não se envolver com Gordo e Sloth, por exemplo. A edição desse filme é impecável e seus cenários impressionam pela grandiosidade, seja pela cidade ou pela gruta aonde os jovens enfrentam os vilões. O único empecilho para o sucesso comercial de “Os Goonies” foi “De Volta Para o Futuro” que devido ao enorme sucesso não deixava que a aventura pirata fosse exibido em muitas salas. Para finalizar, como um bom longa dos anos 80, Cyndi Lauper completa a aventura mágica de Spielberg com sua trilha sonora envolvente que nos faz querer entrar no filme e se tornar um “Goonie”.

Top Gun – Ases Indomáveis (“Top Gun”, 1986)

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Pretendo fazer um dia uma lista chamada “Filmes de mãe”, porque eu não sei a mãe de vocês, mas graças a minha eu vi diversos títulos, e é claro que este estaria nela. “Top Gun” é um daqueles filmes que passam-se os anos e o filme chega a ser esquecido, mas sua trilha sonora, nunca. Com um Tom Cruise em uma atuação muito boa, que pode ser igualada aos clássicos “Minority Report”, “Missão Impossível”, “Vanilla Sky”, entre outros, nos propõe entrar em uma aventura pelos ares, e que de certa forma prende a atenção. O roteiro é um pouco duvidoso e se perde em alguns momentos, mas consegue amarrar as pontas e propor um final à altura de suas aeronaves. Com um patriotismo absurdamente desnecessário e alguns erros de continuidade ainda sim chama atenção, como já dito anteriormente por sua colossal trilha sonora.

Curtindo a Vida Adoidado (“Ferris Bueller’s Day Off”, 1986)

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Longe de ser uma super produção de comédia, ou um blockbuster bilionário, “Curtindo a vida adoidado” com sua simplicidade conquista o público até os dias de hoje. Na trama, Ferris é o típico adolescente que no final do ensino médio não aguenta mais ir para escola e só pensa em matar aulas e curtir a namorada e os amigos, mas para isso ele precisa enganar o diretor da escola, que insiste em persegui-lo. Clássico absoluto da Sessão da Tarde, é um filme carismático, engraçado e extremamente divertido, o entrosamento do personagem principal, sempre falando direto para o espectador, é elogiável e o que ganhamos com esse filme são horas de distração com uma trilha contendo The Smiths e The Beatles e a performance icônica de “Twist and Shout” que faz com que qualquer um queria ser, ao menos por um dia, parte desse filme. SAVE FERRIS!

Dirty Dancing – Ritmo Quente (“Dirty Dancing”, 1987)

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Para fechar a década dos grandes musicais, “Dirty Dancing” apresenta a famosa fórmula de filmes de dança: um sonho, um empecilho e um desfecho com uma explosão dançarina. A forma com que esse longa conversa com o público é tão sutil que com pouco tempo de filme você já se sente próximo dos personagens Baby e Jhonny, entende seus conflitos, seu romance e seu ritmo. Muitas pessoas que eu conheço, por mais que não se simpatizem com o gênero musical, admiram esse filme por sua trilha sonora marcante, vencedora do Oscar de Melhor Canção Original em 1987 e a imortal performance de Patrick Swayze na dança final. Esse pra mim podia reprisar todos os meses na Sessão da Tarde.

Batman (“Batman”, 1989)

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Figurinha repetida aqui nas listas, mas é necessário, afinal o longa de 1989 muda completamente o conceito de filmes de super-heróis da história do cinema. Até então, a Warner possuía um público de sucesso com “Superman”, mas o projeto de um filme do Batman, que estava engavetado a anos, não saía do papel. Depois do sucesso que Tim Burton teve com seu “BeetleJuice”, o convite foi feito e finalmente a história do homem morcego seria levada as telonas, mas não seria apenas isso, “Batman” criou um legado de filmes incríveis, e todos os que ameaçaram o diretor de morte devem ter pagado pra ver, porque o filme mostra que pode-se fazer um cinema comercial, com toques alternativos, com uma boa trilha sonora, mesclar ação com drama, tudo isso sem fugir de suas origens, a imensidão das HQs, e sem ridicularizar um personagem que a cada dia atrai mais fãs por todo o mundo.


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